Memórias de um cão atleta

Como presente não se rejeita, foi com surpresa que recebi da minha filha  um cachorro em minha casa. Era um labrador de 4 meses, do qual dei o nome de Toddy. Apesar da surpresa, não consegui não aceitar. Toddy era um cachorro atleta, acostumado a brincar no mar e no calçadão do Rio de Janeiro, fazia sucesso por onde passava.

O labrador respeitava todos da casa, porém quando se tratava de coco verde perdido na praia, as coisas não eram bem assim. Ele disputava não importava com quem fosse o coco e ficava raivoso se tirassem da boca dele.

As complicações de saúde chegaram aos 11 anos de vida de Toddy. Ele teve um tumor na perna e eu, Claudia Miguel Romstad, resolvi ir até o fim quando descobri. Sempre gostei de cachorro e, como defensora da vida de animais, não podia deixar de lutar pelo meu Toddy.

Nos primeiros diagnósticos em que foi detectado o tumor, sacrificar o animal foi  o indicado. A solução encontrada por um segundo veterinário era de apenas amputar uma perna afetada pelo tumor e, assim, foi feito. Após a amputação, começaram os tratamentos. Toddy enfrentou sessões de quimioterapia e radioterapia, mas mesmo assim ele ainda demonstrava ser aquele animal forte, carinhoso e companheiro, que brincava em todos os cantos da cidade. Apenas no primeiro dia após o tratamento ele ficava deprimido. No outro dia já estava fazendo suas travessuras novamente. Ele saia nas ruas com a perna amputada e isso era espanto para alguns. O mais legal é que não havia discriminação das crianças ou de outros cachorros, apenas de alguns adultos. O Toddy continuou brincando no mar e calçadas.

Nossa luta chegou ao fim após oito meses da cirurgia que o deixou sem uma das patas, aos onze anos de idade. Sinto muita saudade dele e jamais vou esquecer o quanto foi importante ter um labrador comigo durante tanto tempo e poder colecionar tantas histórias.

Faz um ano que Toddy faleceu. O corpo dele foi cremado e suas cinzas jogadas no mar, onde gostava de brincar com crianças e com frequentadores assíduos. Hoje, eu até penso em ter outro cachorro, mas não um labrador, pois sei que não encontrarei outro Toddy. Penso em adotar um cachorro de rua, assistido por abrigos ou ONGS de animais. Enquanto isso ficam, apenas, nossas boas memórias e sentimentos pelo nosso cão atleta, que por muitos anos alegrou nossa casa e nossas vidas.

Claudia Miguel Romstad

 

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